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O Princípio de Peter, em Administração, pode ser resumido no enunciado:
"Num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência." (no original, em língua inglesa, "In a hierarchy, every employee tends to rise to his level of incompetence").
É, também, o título do livro de seu criador, L. J. Peter. No Brasil, a tradução recebeu o título de "Todo Mundo é Incompetente, Inclusive Você - As Leis da Incompetência", com ilustrações de Ziraldo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Princ%C3%ADpio_de_Peter
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[editar] Histórico
Formulado por Laurence Johnston Peter (1919–1990), antigo professor na University of Southern California e na University of British Columbia, o Princípio de Peter tornou-se famoso com a publicação da obra homônima, de 1969, hoje considerada como um clássico na área da gestão empresarial.
[editar] O Princípio
Segundo o autor, nas organizações burocráticas, hierarquicamente estruturadas, os funcionários tendem a ser promovidos até ao seu "nível de incompetência".
Através de várias observações e exemplos, o autor demonstra que os funcionários começam a trabalhar nas posições hierarquicamente inferiores. Quando, porém, demonstram competência nas tarefas desempenhadas, via de regra são promovidos para graus superiores. Esse processo mantém-se, até que esses funcionários atinjam uma posição em que já não mais são "competentes", isto é, capazes de desenvolver a contento as tarefas.
Como a "despromoção" não é um mecanismo habitual, as pessoas permanecem nessas posições, em prejuízo da organização a que pertencem. A isto Peter denomina de "nível de incompetência" - o grau a partir do qual as pessoas não têm competência para a posição que ocupam.
[editar] Aplicabilidade e questionamento
Este princípio é, obviamente, questionável. Em primeiro lugar, por ser culturalmente específico e apenas fazer sentido em organizações meritocráticas (ou minimamente meritocráticas). Com efeito, em determinados contextos sócio-culturais as promoções baseadas no mérito não são assim tão frequentes. Depois, por carregar algum determinismo teleológico na evolução das organizações. Outros pontos negativos são ainda apontados.

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